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A NÃO CASSAÇÃO DE RENAN CALHEIROS – ERRO DE CONTAGEM?

Por Carlos Roberto Teixeira Netto

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1903491-EI7896,00.html

Veja o link acima.

40 senadores disseram ter votado a FAVOR da cassação de Renan Calheiros, mas apenas 35 votos foram contados.

Esses 40 senadores deveriam pedir a anulação da votação, pois teria havido um problema na contagem dos votos.

Ou será que existem 5 desses que não tem coragem de confessar que votaram CONTRA a cassação? Vale testar…

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4 comentários em “A NÃO CASSAÇÃO DE RENAN CALHEIROS – ERRO DE CONTAGEM?

  1. Reproduzo material recebido do gabinete do Sen. Flávio Arns:

    data 14/09/2007 15:36
    CARTA AO POVO DO PARANÁ
    Este meu pronunciamento é motivado pelo respeito e consideração por todos aqueles que me conhecem e em mim depositaram sua confiança, e pela sociedade como um todo.

    A sociedade vive um momento de indignação e de revolta frente aos últimos fatos políticos e à exposição da corrupção que atinge pessoas e órgãos públicos. Se é verdade que ela sempre existiu, a todos assusta a sua extensão e profundidade. A sensação da impunidade agrava aqueles sentimentos.

    Aqueles que vêm acompanhando a minha trajetória política sabem da motivação que me faz participar da vida pública: a vivência de princípios de humanidade e, por tal, profundamente éticos e que se concretizam no exercício da função pública como um serviço ao bem comum, no desprendimento pessoal e no engajamento de uma ação política que se traduza em melhoria de vida para as pessoas. Tenho procurado sempre ser um canal eficiente da manifestação das pessoas e das organizações sociais frente às instâncias legislativas e aos órgãos públicos, na busca da conquista dos direitos de cidadania. Fui sempre sensível àqueles setores mais esquecidos de sempre, mais excluídos, discriminados e, portanto, mais necessitados da presença do poder público.

    Neste exercício, nunca compactuei com qualquer esquema de conchavo político, de corrupção, de abafamento de escândalos, nem nunca negociei favores em troca de subserviência ou esfriamento moral. Nunca aceitei que os fins justificam os meios. Muitos pleitos justos da sociedade, das organizações sociais, nunca serviram de motivo para vender a minha consciência. Aprendi na minha trajetória de vida a nunca me curvar diante dos poderosos, das facilidades materiais, das tentações do poder.

    O meu histórico político atesta que, sempre que pressionado, optei por minha consciência. Ninguém no presente episódio da votação no Senado faria ou sequer tentaria me convencer a votar de modo diferente do que apontava a minha consciência. Votei pela cassação do mandato do Presidente do Congresso, convencido da legitimidade das provas e, pelas manifestações que tenho recebido, sinto que votei em sintonia com a consciência moral da sociedade. Considero a instituição maior do que as pessoas e a sua sobrevivência está intimamente ligada à sua conduta ética. A falência da instituição causa sobre a sociedade a sensação de desamparo e o vislumbre da instalação do caos. Votei pela instituição e pela sobrevivência da democracia representativa e pela salvação da democracia participativa. Temo que os desvios de conduta dos políticos levem a sociedade ao desencanto da participação e organização populares, caminhos para um aperfeiçoamento da vida social e da representatividade política.

    Quero dizer a todos os que em mim sempre confiaram e ao Povo do Paraná que continuarei trabalhando, sem alardes e necessidade de buscar as manchetes, fiel a uma causa que é a causa da sociedade na busca da realização de cidadania plena. As pessoas de bem, fiéis a um comportamento ético, que trabalham com dignidade e dedicam o seu trabalho pelo bem comum, e pelo engrandecimento de nosso Estado e do nosso Brasil, podem continuar a contar comigo.
    FLÁVIO ARNS
    SENADOR DO PARANÁ

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  2. Reproduzo a seguir e-mail recebido do Sen. Paulo Paim:
    data 14/09/2007 14:08
    Entendo sua indignação e reafirmo mais uma vez minha posição: votei pela perda do mandato.

    Estou no Congresso Nacional há 21 anos. Como constituinte defendi o fim do voto secreto. Foi meu primeiro pronunciamento quando tomei posse, ainda como Deputado Federal.

    Há mais de uma década apresentei projeto para extinção do voto secreto.Aqui no Senado, ainda em 2006 apresentei a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 50 que propõe o voto aberto em todas as situações.

    Anunciei há mais de um mês que votaria pela perda do mandato do Presidente do Senado. Essa decisão foi publicada em todo país através da imprensa.

    Em inúmeras entrevistas que concedi já havia previsto que o voto secreto apresentaria um resultado diferente da Comissão de Ética, onde o voto foi aberto.

    Essa situação já aconteceu por diversas vezes na Câmara dos Deputados e agora no Senado. Por isso aprovei requerimento de audiência pública para discutir o fim do voto secreto no Congresso Nacional.

    Espero que esse momento de reflexão nacional sirva para aprovar minha PEC (nº 50/2006).

    Minha luta não é de última de hora!!
    Saudações respeitosas,
    PAULO PAIM
    Senador-PT/RS

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  3. Reproduzo a seguir material recebido do gabinete do Sen. Osmar Dias
    data 14/09/2007 09:48
    SENADO FEDERAL -GABINETE SENADOR OSMAR DIAS -12.09.2007
    Osmar Dias diz que absolvição de Renan desacredita o Senado Federal
    O senador Osmar Dias (PDT-PR) considera que a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), coloca instituição num processo contínuo de perda de credibilidade. Para o senador paranaense, as seis abstenções e a influência da bancada governista foram determinantes para livrar o senador alagoano da cassação. “O resultado da votação passa a imagem de que o Congresso e o Executivo têm forma conjunta de atuar. Isso mostra que há a proteção mútua e recíproca entre as partes. Quem mais perde é a população que não vê satisfeita a sua vontade por parte daqueles que foram eleitos pelo povo”, afirma.

    Para Osmar Dias, quem se absteve de votar na sessão histórica, em que pela primeira vez o presidente do Senado teve a cassação avaliada em plenário, não deveria ter comparecido. “Quem se absteve de votar num processo como este deveria optar pela ausência. A abstenção é uma forma disfarçada de votar não”, salienta. O projeto de resolução (PRS 53/07) que recomendava a perda do mandato foi rejeitado por 40 votos não, 35 votos sim e 6 abstenções.

    Afastamento
    O senador pedetista mantém a posição da bancada do partido no Senado pelo afastamento de Renan Calheiros da presidência da Casa. “Ou o Senado toma um novo rumo e começa a trabalhar para votar as reformas de que o Brasil precisa, ou vai afundar num processo de descrédito. Mesmo absolvido neste processo, o presidente ainda tem outros a responder. Não podemos, mais uma vez, paralisar o País por conta de uma crise política”, finaliza Osmar Dias.

    Assessoria de Imprensa
    Curitiba – João Pedro de Amorim Jr – (41) – 3353-7373 – Cel. (41) – 9631-9904
    Brasília – Edmar Soares – (61)-3311-2125 – Cel. (61)-8119-8813
    Acesse: http://www.senado.gov.br para mais informações

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  4. Material recebido do gabinete do Sen. Arthur Virgilio:

    Senador Arthur Virgílio sobre os Senadores que votaram pela abstenção de Renan Calheiros:
    ” Eu não esperava que seis pessoas cometessem o exercício pornográfico de safadeza cívica de votar pela abstenção. Eu não consigo achar respeitáveis as seis pessoas do voto safado da abstenção. Não venham me dizer que não tinham opinião formada.”
    (Correio Brasiliense – 13/09/07) Especial 12/09/2007 – 20h12
    Arthur Virgílio diz que absolvição de Renan mantém o Senado em crise
    O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), classificou o resultado da sessão secreta do Senado em que foi votado o projeto de resolução que decretava a perda de mandato do senador Renan Calheiros, e que foi favorável ao presidente da Casa, como “infeliz”. Na sua avaliação, o resultado irá manter em crise a instituição.
    – A crise vai continuar, porque infelizmente o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi absolvido. O clima é o pior possível. Renan se mantém na Presidência do Senado com os outros processos. A crise venceu – disse.

    Arthur Virgílio se disse surpreso com o resultado, já que os seis votos dos que se abstiveram, somados aos 35 favoráveis à perda do mandato, somariam os 41 necessários para o que ele chamou de “regeneração da imagem do Senado”.
    – Respeito mais os quarenta que votaram contra a cassação do que os seis que estupidamente não se manifestaram nem para um lado, nem para o outro. São covardes – disse.

    Afirmando que o clima é de desânimo, Arthur Virgílio adiantou que a bancada do seu partido vai se reunir para definir a posição a ser adotada diante da situação. Na sua opinião, a oposição deve continuar com a obstrução anteriormente em curso no Senado, em protesto contra a permanência de Renan Calheiros na Presidência da Casa, mesmo sendo objeto de dois processos no Conselho de Ética e de um representação, ainda não analisada pela Mesa, por quebrado o decoro.
    Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado
    (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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