Carga Tributária · Impunidade · Todos

UMA EQUAÇÃO PARA O BRASIL

Por Carlos Roberto Teixeira Netto

FormulaDJ

+ Competência – Corrupção = + Desenvolvimento – Imposto – Desigualdade Social

Mais Competência…

De minha experiência, de 30 anos, como executivo, existe uma ineficiência em qualquer processo e que pode ser eliminada ou reduzida pelo uso de racionalização, controle de qualidade, novas tecnologias, etc.

A gastança do estado (federal+estadual+municipal) mensal, da ordem de R$ 70 bilhôes (carga tributária beirando os 40% do PIB e investimento da ordem de 1 a 2% do PIB!!!), poderia ser reduzida em cerca de 30% com uma maior eficiência/competência do estado.

Um artigo dando mais detalhes:

O Brasil gasta muito e mal (Folha)

Menos Corrupção…

Aqui não é necessário se falar muito, pois basta abrir o jornal do dia ou a revista da semana. Basta verificar o crescimento patrimonial inexplicado de políticos, deputados e senadores, partidos políticos interessados em cargos nas estatais (Correios, Furnas, etc.), os gastos públicos em agencias de propaganda, os “caixa-dois”, dolares em cuecas, etc.

Que tal se isto representar uns 10% daqueles R$70 bilhões? Em outras palavras, todo o mês (!), uns R$7 bilhôes saem pelo ladrão. O Brasil não seria uma tremenda lavanderia de dinheiro público (=o seu + o meu)? Ou é??? Lavar este montante de dinheiro não é algo que se possa fazer desapercebido. Onde e como este dinheiro todo está sendo lavado?

A que isto leva, Mais Competência e Menos Corrupção???

Mais Desenvolvimento…

Mais Competência e menos Corrupção tem como resultado mais investimento em infra-estrutura, mais gastos bem direcionados para o Social, para a Educação, para a Saúde, para a Segurança, etc.

Todas essas coisas são vetores determinantes para um Desenvolvimento Sustentável que viria quase que “naturalmente”.

Menos Impostos…

Com a redução da carga tributária, com uma séria reforma tributária, a evasão deve-se reduzir. Primeiro, porque acaba-se com um dos argumentos de quem evade: “Não fazem bom uso dos impostos que se paga” (lembra-se?  + Competência – Corrupção).

E em segundo lugar, porque é melhor pagar um valor menor de imposto e ficar dentro da lei.

O Desenvolvimento e crescimento da economia, ainda que com uma carga tributária menor, levaria a uma maior arrecadação (as alíquotas seriam menores, mas a base de cálculo seria maior) e, consequentemente, esta maior arrecadação seria usada adequadamente, com + Competência e – Corrupção (desvios).

Menos Desigualdade Social…

O Brasil é um dos países piores avaliados neste aspecto (GINI). Uma distribuição de renda feita com esmolas não é sustentável a longo prazo. É, portanto, necessário criar oportunidades de desenvolvimento, começando com a melhoria da educação. O Desenvolvimento já citado anteriormente abrirá novos empregos e requererá pessoas mais capacitadas e, naturalmente, permitirá melhores salários, pois haverá competição a busca de bons profissionais.

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2 comentários em “UMA EQUAÇÃO PARA O BRASIL

  1. E-mail para todos os senadores foi enviado no dia 12/06/08 com este texto e declarando posição contra a CSS.
    Uma das respostas recebidas:
    16 de junho de 2008 14:40
    Prezado Senhor
    Incumbiu-me o Senador Marco Maciel de agradecer seu e-mail e parabenizá-lo pelo exercício de cidadania.
    Se depender do Senador Marco Maciel não será efetuado nenhum aumento de carga tributária que tanto penaliza nossa sociedade.
    O sucesso da estabilização econômica e fiscal conquistada pelo povo brasileiro, após a implantação do Plano Real, tem permitido sucessivos recordes de arrecadação que deve ser revertido para que os preceitos constitucionais sejam observados, com relação à saúde, educação, segurança, infra estrutura, etc.
    Não há razão para que a decisão soberana dos Senadores, com a derrubada da CPMF seja questionada, com a proposta de criação de novo imposto.
    Cordialmente,
    Nilson Rebello, Chefe de Gabinete

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  2. Concordo, sem uma reforma-tributária profunda, simplificando a vida das PF e PJ poderiamos mesmo aumentar a arrecadação sem sacrificar quem já contribui (aumento da base e redução da sonegação!)
    Mas fica difícl saber em quem confiar o controle desse orçamento, tal a sucessão de escândalos, por melhores que sejam os projetos.
    Talvez, com a inclusão social, ainda que muito calcada na informalidade em um primeiro momento, possamos dar uma maior tranqüilidade às massas e contar que elas deixem de ser tão dependentes e, por isso, susceptíveis aos desvios de conduta de seus representantes.

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