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Quem quer ser político?

Por Carlos Roberto Teixeira Netto

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Trabalhei como executivo por 30 anos e uma das preocupações da empresa, que eu percebia, era com sua imagem e reputação. Não era uma preocupação superficial, pois disso dependia o futuro da empresa, a percepção dos clientes e… A CAPACIDADE DE ATRAIR E RETER TALENTOS/COLABORADORES. Quando me volto para a política e penso na imagem e reputação criadas por esta ao longo de nossa história e os escândalos atuais e sucessivos, me pergunto que tipo de pessoa está sendo atraída para a vida política ou retida por esta?

Minha filha, quando adolescente, foi perguntada pelos colegas sobre o que queria ser, ela respondeu: “Política”. Neste dia, ela chegou em casa e pudemos ver que estava profundamente abalada, pois a reação dos colegas foi unânime e imediata: “você quer é roubar!”. Este fato foi o suficiente para fazê-la desistir de qualquer coisa relacionada a vida pública, apesar de nossos esforços para reverter este quadro.

Um amigo, que teve uma bonita carreira em uma grande empresa de tecnologia, pensava onde podia seguir contribuindo, pois se sentia capaz e com muitas competências. Sugeri que entrasse na política, ao que me respondeu com muita humildade que não tinha as competências para tal. Imediatamente, pensei nos políticos que têm sido eleitos, seja pelo voto direto (Tiririca, Clodovil, Romário, Maluf, Sarney, Garotinho, etc…) ou pela excrescência do “coeficiente eleitoral” (esses nem sabemos os nomes…). Mais uma vez, fiquei com mais uma pergunta sem resposta… O que faz uma pessoa séria, competente, provada, honesta (Rendimento vs. Padrão de Vida / Patrimônio), que cuida de sua família com responsabilidade, que paga seus impostos, que atua de forma cidadã, etc. achar que não tem competência para entrar na política?

Então… Que tipo de pessoa a política atrai? Por que quem está na política não quer sair?

Com certeza, algumas dessas pessoas, que por não fazerem idéia do que seja política, são objetos usados por partidos políticos que se valem do “quociente eleitoral” para obterem votos para candidatos que de outra forma não seriam eleitos. Mas, deixando de lado esses “inocentes úteis”, gostaria de chamar-lhe a atenção para uma das conclusões extraídos do livro “Mentes Perigosas – O psicopata mora ao lado” de Ana Beatriz Barbosa Silva. Este livro alerta sobre as pessoas que, infelizmente, aparecem no campo políticos, quando tantos se omitem.

O poder e a impunidade são atrativos irresistíveis para os psicopatas. E onde eles encontram esses dois atrativos? NA POLÍTICA! (… Postei um outro texto: Poder e Impunidade: Isto não dá certo… )

Segundo a autora, de 3% a 4% da população é psicopata. Em outras palavras, apesar de ser uma proporção pequena da população, esses psicopatas são atraídos pela política, pois lá os estragos são maiores. A autora alerta que os psicopatas não são apenas aqueles que cometem crimes sequenciais, os “serial killers”, ou crimes escabrosos.

Ana Beatriz traz uma citação de Einstein que nos faz refletir: “O mundo é um lugar perigoso para se viver, não exatamente por causa das pessoas que são más, mas por causa das pessoas que não fazem nada quanto a isso.”

Colocarei em um outro post alguns textos extraídos deste livro.

Se é assim, precisamos, urgentemente, transformar isto e fazer da política um espaço desejado por todos aqueles que genuinamente querem o bem público. O “como?” está em um outro post:
Novos Políticos para o Brasil!

CompetenteIntegro

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2 comentários em “Quem quer ser político?

  1. Ser político hoje tem sido sinônimo de ser popular. Infelizmente popularidade não é competência para governar. É uma mazela intrínsceca à democracia.

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  2. Aristóteles, talvez o mais sábio dos seres de toda a humanidade, dizia que “O homem é um animal político”, referindo-se ao homem que vive em coletividade e nela busca a felicidade e realização de suas virtudes. A política seria, assim,a ciência concreta voltada ao bem estar da coletividade.
    Hoje, o que se vê, é uma grande deturpação patrocinada por aqueles que usam o poder de governar de forma oportunística, desviando o foco do interesse público para o particular.
    Pena!!
    Espero que pessoas como sua filha perseverem e recuperem o verdadeiro significado da política.
    A nós, cidadãos e eleitores, cabe o papel de cobrar dos políticos seu nobre papel de organizadores da coletividade, e lutar para banir os usrpadores.

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