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Papa Francisco: O cristão deve envolver-se na política?

Por Carlos Roberto Teixeira Netto

Os cristãos defendem o estado laico. Sobre esta questão da laicidade

Li uma frase que me fez sentido: “O estado que promove ativamente a secularização não é laico; é secularista.” (link da fonte)

Mas, o fato do estado ser laico não quer dizer que o cidadão cristão ou de qualquer outra religião, obviamente, esteja proibido de se envolver na política.

Recentemente, o papa Francisco, em um encontro com estudantes expos, brevemente, o que pensava sobre os cristãos e a política. Segue o clip deste trecho:
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2 comentários em “Papa Francisco: O cristão deve envolver-se na política?

  1. Como Jesus encarava a política?

    OS EVANGELHOS relatam acontecimentos do ministério de Jesus que o colocaram frente a frente com a política. Por exemplo, pouco depois de Jesus ser batizado, com cerca de 30 anos, o Diabo lhe ofereceu a posição de governante mundial. Mais tarde, uma multidão queria fazer dele o seu rei. Algum tempo depois, as pessoas tentaram forçá-lo a se tornar um ativista político. Como Jesus reagiu? Vamos analisar esses acontecimentos.
    Governante mundial. Os Evangelhos dizem que o Diabo ofereceu a Jesus o domínio sobre “todos os reinos do mundo”. Pense em tudo o que Jesus poderia ter feito com esse poder para aliviar o sofrimento da humanidade! Que pessoa interessada em política e sinceramente preocupada com o progresso da humanidade recusaria uma oferta dessas? Mas Jesus recusou. — Mateus 4:8-11.
    Rei. Na época de Jesus, muitos ansiavam desesperadamente um governante que resolvesse seus problemas econômicos e políticos. Impressionados com as habilidades de Jesus, queriam que ele entrasse na política. Qual foi sua reação? João escreveu em seu Evangelho que Jesus, “sabendo que estavam para vir e apoderar-se dele para o fazerem rei, retirou-se novamente para o monte, sozinho”. (João 6:10-15) Fica evidente que Jesus não quis se envolver na política.
    Ativista político. Dias antes de ser morto, Jesus foi abordado pelos discípulos dos fariseus, que queriam que Israel fosse independente do Império Romano, e pelos herodianos, membros de um partido que apoiava Roma. Tentando forçá-lo a tomar uma posição política, eles lhe perguntaram se os judeus deviam pagar impostos a Roma.
    Marcos registrou a resposta de Jesus: “‘Por que me pondes à prova? Trazei-me um denário para ver.’ Trouxeram-lhe um. E ele lhes disse: ‘De quem é esta imagem e inscrição?’ Disseram-lhe: ‘De César.’ Jesus disse então: ‘Pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.’” (Marcos 12:13-17) O livro Church and State—The Story of Two Kingdoms (A Igreja e o Estado — A História de Dois Reinos) diz o seguinte sobre o motivo dessa resposta de Jesus: “Ele se recusou a fazer o papel de um messias político e fez questão de deixar bem clara a separação entre César e Deus.”
    Jesus não era indiferente a problemas como pobreza, corrupção e injustiça. De fato, a Bíblia mostra que ele se comovia profundamente com a situação deplorável das pessoas ao seu redor. (Marcos 6:33, 34) Ainda assim, Jesus não deu início a nenhuma campanha para eliminar as injustiças do mundo, embora alguns tivessem tentado de tudo para ele se envolver nas questões polêmicas da época.
    Esses exemplos deixam claro que Jesus não quis se envolver em assuntos políticos. Mas o que dizer dos cristãos hoje? Eles devem se envolver na política?

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    1. Gilberto, você tem razão ao deixar claro que a missão de Jesus não era de domínio do poder político e os textos elencados são apropriados para mostrar isto. E tem tantos outros, por exemplo, “O meu reino não é deste mundo.” (Jo 18:36). Mas, eu ousaria dizer que todos os textos narrados nos Evangelhos, onde existem encontros públicos com Jesus, a mensagem é essencialmente política, pois tem a ver com o relacionamento entre as pessoas em uma cidade. Os judeus e romanos o viram como ameaça ao poder vigente. Acontece que existe um erro comum ao associar política com poder e os textos que você cita têm a ver com o poder e não com a política. Do poder terreno, Jesus abriu mão, sem dúvida. No sermão do monte, fala de fome e sede de justiça, dos pacificadores, das perseguições, do chamado a ser sal e luz do mundo. Lembro aqui quando Jesus se compadece da multidão, pois não tinham o que comer. Seguem links que estão neste sentido e onde se poder ter mais detalhes sobre este tema:
      Os Cristãos e a Democracia (Robinson Cavalcanti)
      Será que você é um “Idiota” ???
      Direita, Centro, Esquerda

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