Cidadania · Todos

Tempos de Conscientização e de Mudança – por Ricardo Bosignoli

​De fato, há muito por fazer no mundo de hoje. A sociedade, que parecia crescer com a modernização sem precedentes, ora se vê desafiada pela sua própria tecnologia, que ao invés de libertar, de tornar o mundo mais crítico e consciente, acaba, quando excessivamente dinâmica e afastada das reais necessidades do ser social, por aliená-lo; tecnologia, esta, que não mais espera; que tudo globaliza, de bom ou de ruim; que não cessa de se desenvolver, apontando para a necessidade de nos precavermos para os impactos da sua singularidade na formação das consciências.

Por outro lado, as instituições jurídicas e sócias pararam no tempo e faltam líderes que entendam os novos contornos tecnológicos, que deem exemplos, que mostrem caminhos viáveis para todos e não, apenas, para os seus patrocinadores, correligionários ou subordinados. Faltam líderes que saibam convergir e motivar, que saibam conjugar outra linguagem, que não seja apenas a do ganho e a do interesse passageiro. Que saibam, então,
com humildade e sinceridade, falar das lições extraídas nos enganos passados, dialeticamente necessários, e com os quais todos devemos aprender, e, não, apenas fazerem promessas, sem raízes na realidade.
Faltam líderes que, embora vejam no homem-espécie um ser em formação, saibam que os valores e ideais já conquistados, no plano social, jurídico e moral, devam ser mantidos e conservados a qualquer custo, pois, são para sempre e para todos. Que saibam que a tecnologia deve ser usada para construir e reconstruir, ao invés de tornar-se instrumento de controle e de dissolução e, portanto, anticultural.

De fato, os pilares da sociedade, hoje, apresentam sérias fissuras. Pessoas destroem antigas e legítimas conquistas, de forma irresponsável, sem providenciarem soluções alternativas e duradouras. O poder é cada vez mais instrumento de sua própria perpetuação. Lutas de classes são incentivadas para a manutenção de vantagens pessoais. Todavia, serão justamente estas contradições, atingindo todos os setores da sociedade, as artes, o social, a ciência e as religiões, que, apertando o nó górdio da alienação, acabarão por despertar os bons propósitos dos que os têm e propiciar mudanças que colocarão a pessoa correta na posição certa. Afinal, a própria física já compreende que, para lá da “incerteza”, existe um pensamento que evita o caos e tudo faz acontecer e sempre nos mostra que o acaso não existe…

Vivemos os tempos críticos em que ou despertaremos as consciências para a retomada do controle do processo de nossa humanização ou levaremos o orbe e a humanidade a retroagir e a submeter-se à escravidão ao domínio de poucos. Para este processo de conscientização, será fundamental que não mais falemos do ser humano apenas como um produto histórico, sem outra perspectiva de investigação, mas, que saibamos estender nossa visão para compreendermos a grandeza e as necessidades das dimensões que estão em nós e além do processo histórico, dimensões que jamais nos deixam e que influenciam todas as nossa decisões e sentimentos. Afinal não podemos, politicamente, retirar a alma do homem, assim como, já passa da hora de voltarmos a conjugar a palavra Deus, em nossos planos e destinos. Só assim a consciência terá base para sair da alienação atual, baseada no oportunismo concreto e limitado, para, desenvolver-se de forma sadia, nada excluindo e a todos incluindo.

A política para servir à sociedade e ao bem comum deve ser dialógica, deve permitir que todos falem sem demonizar nenhum extrato social, quer isolando-o como minoria desprotegida ou oprimida, quer rotulando-o como classe burguesa e razão de todos os males. Enquanto forem mantidas as dicotomias sociais, sem o respeito mútuo, que, na verdade, é o que iguala os homens, todo progresso será relativo, passageiro e causa de outros males. Enquanto uns julgarem-se excepcionais ou com direitos a privilégios e mordomias descabidos e a isenções de responsabilidade, a sociedade continuará adoecida. Então é hora de mudar. A mudança começa em cada um de nós. Respeitemos para sermos respeitados. O Brasil pede-nos Ordem e Progresso! Pede o diálogo de todos. Pede que todos possamos falar. Pede paz, trabalho e dignidade para todos. Pede que todo sentido de bem considere o que seja o bem comum e não apenas as vantagens de alguns. É mudando o homem e recuperando o seu coração que o mundo será transformado
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Ricardo Bosignoli
Engenheiro ITA (T75) – Mestre em Informática – Consultor de Telecomunicações- Analista de Planejamento e Orçamento.
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