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Golpe é não ter impeachment!

Por Carlos Roberto Teixeira Netto

Aproveitei a frase acima do Alexandre Arraes para trazer essas reflexões aqui.

Pedaladas, fraude fiscal… Evidência, consequências… Escárnio!

Infelizmente, tem gente que quer ser enganada e outras que são, de fato, enganadas.

Claro que um impeachment de uma presidente é ruim para o país. A alternativa é seguir com alguém nesta posição de enorme importância que não cumpre o que promete, que sistematicamente recorre a mentiras e afronta as leis, não as cumpre, destruindo um alicerce construído a duras penas do povo.

Não faltam evidências, inclusive, a presidente já reconheceu publicamente ao se justificar como tendo sido feitas para atender programas sociais. Portanto, não é necessário discutir se houve ou não “pedaladas”

O que estamos vivendo hoje no campo econômico é uma consequência dessas irresponsabilidades. Seremos irresponsáveis, também, como povo?

A inflação é uma dessas consequências e quem mais sofre por ela senão o trabalhador e o pobre que é usado como justificativa para a má gestão, pois este não tem proteção para este descontrole de preços.

Outra é a perda de grau de investimento alcançado com tanto esforço. Então, não é somente uma lei sem sentido que foi transgredida. Leis assim quando ignoradas não passam impune, pois existe um mundo real além dos palácios de Brasília.

Pontos colocados pelo Júlio Marcelo de Oliveira, do TCU:

1) Como pedaladas “sempre” ocorreram??? Veja você mesmo o gráfico da CEF.

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2) Por que, exatamente, em um ano eleitoral??? Coincidência???

3) Por que não foi feito um contingenciamento reduzindo outras despesas? Incompetência? Irresponsabilidade?

4) Por que decretos presidenciais para mais despesas foram assinados, sem aprovação do congresso aconteceram, quando isto só poderia ocorrer em casos de excesso de arrecadação??? Incompetência? Irresponsabilidade?

5) Por que a omissão do BACEN em contabilizar esses empréstimos/adiantamentos?

6) Por que a ocultação dessas pedaladas que produziram a ilusão de cumprimento da meta de superávit? Intenção de escamotear???

7) Por que alegar que foram para programas sociais se esses programas para executá-los têm, por lei, que ter fundos para tal?

8) Por que alegar que foram para programas sociais se nos anos anteriores aconteceram sem necessidade de pedaladas?

Link da entrevista do Júlio Marcelo de Oliveira, do TCU:

Tecnicamente, já houve um posicionamento formal do TCU, indo agora para o âmbito político onde os interesses escusos se manifestam:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2015/12/09/por-unanimidade-tcu-nega-recurso-do-governo-em-analise-das-pedaladas-fiscais.htm

Neste artigo, Miriam Leitão explica mais uma das mentiras que se tenta passar adiante:
http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/quem-se-destina.html

As pedaladas… Uma história da prepotência e suas consequências:
http://www.valor.com.br/pedaladas

Ainda, tratando de aspectos legais do tema, com Janaína Paschoal:

Novos dados do BC detalham explosão de pedaladas sob Dilma:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/04/1757921-pedaladas-fiscais-dispararam-sob-dilma-diz-relatorio-do-banco-central.shtml

 

 

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Ainda:

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Juízes divergem de associações e divulgam nota sobre o impeachment

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Castas, rigor da lei, humanização de prisões (Por Ageu Heringer Lisboa)

Por Ageu Heringer Lisboa, psicólogo em Campinas, ex-militante da Polop e Colina 1965-1969.

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Espera-se, numa sociedade democrática, que os legisladores e juízes se aproximem o máximo possível das percepções da população sobre temas de justiça e que construam e apliquem as penalidades devidas, cumpridos os ritos processuais.

Em nações com maior tradição democrática que o Brasil, delitos tipo Mensalão e do Petrolão costumam estar sujeitos a uma penalidade mais rigorosa. No Brasil o histórico de promiscuidade de integrantes dos ricos, políticos e famosos sempre garantiu penas suaves ou mesmo a impunidade para membros das castas superiores. Enquanto isto, para os desafortunados das castas inferiores, cumpra-se a Lei.

Quando vemos figurões da Republica e endinheirados saindo rapidamente das prisões, amparados com tantos recursos sempre “legais” e os presos comuns sendo humilhados em fétidos cubículos ficamos indignados.

Por que não se aplica a todos encarcerados os mesmos direitos legais que os poderosos Petrobarões e Lulogovernistas e colunáveis desfrutam?

Temos cadeias superlotadas de gente com menor periculosidade para com a ordem política e econômica do que esta minoria petrodolarizada. Somando-se tudo que centenas de milhares dos criminosos “menos nobres” encarcerados fizeram não se chega ao montante do que algumas dezenas de altos funcionários, políticos e empresários danificaram, tomando-se apenas o caso da Petrobrás. Além do dinheiro, milhões de postos de trabalho hoje estão sendo fechados, jogando famílias na aflição, desintegrando esperanças dos brasileiros e nos envergonhando perante outras nações.

Já nos esquecemos da longa lista de escândalos de arrombamentos dos cofres públicos. E certos juizes, alegando cumprir à letra da Lei [feita, por quem?] concede inúmeros benefícios a quem contrata ricas bancas de advocacias.

Já passou da hora do Ministro da justiça Eduardo Cardozo ordenar a revisão das instalações carcerárias, e estabelecer uma política de humanização das mesmas, para não mais alegar que determinados iguais não podem ficar detidos porque nossas prisões seriam indignas, como alegou em 2014 para suavizar as condições de encarceramento do Zé Dirceu, do Genoíno e outros mensaleiros. Hoje descansam em suas casas, com boas mordomias, salários e aposentadorias acima de R$20.000,00. Ora, a lei e a justiça não deveria ser a mesma para todos?

09/05/15

Mais sobre o Ageu (veja das páginas 349 a 374)…

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Vídeo de Francisco Paes Barreto sobre a Impunidade de Políticos:
https://www.youtube.com/watch?v=Zrml_7x7u30

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PrisaoBrasileira

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genoino-e-dirceu

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Carta da Aliança dos Movimentos ao Congresso Nacional

Divulgando…

INTEGRA DA CARTA DA ALIANÇA DOS MOVIMENTOS AO CONGRESSO NACIONAL

BRASÍLIA, 15 de abril de 2015

Às suas Excelências senhores Deputados Federais, senhores Senadores, senhor Presidente da Câmara dos Deputados e senhor Presidente do Senado.
A democracia brasileira está fragilizada. A República está em risco. E o povo brasileiro está farto.
O povo cansou do desrespeito e da incompetência de alguns políticos e governantes brasileiros, e exige mudanças já.
AS RAZÕES
Vivemos um quadro assustador de corrupção no seio dos poderes constituídos. A corrupção é histórica, sim, e nem por isso admissível. Há 12 anos, porém, ela se tornou sistêmica e se institucionalizou na máquina pública em níveis sem precedência, como nunca antes visto. Um câncer a comer as entranhas já podres do país. Os sucessivos escândalos nos órgãos e empresas públicas vêm à tona e envergonham a nação. Agravado pela impunidade reinante, nós, cidadãos brasileiros, vivemos uma sensação de desesperança. A justiça não consegue cumprir seu papel de forma neutra e sem interferências de outros poderes.

O Executivo, tentando proteger suas bases de apoio político, interfere no livre andamento das investigações que deveriam ser conduzidas imparcialmente pelo Judiciário. Quando passamos a acreditar que malfeitores pudessem ser penalizados, assistimos incrédulos ao tratamento privilegiado de políticos criminosos, que não mais se encontram onde deveriam estar: junto aos outros contraventores, presos. O Brasil, ao tratar de forma diferenciada políticos e trabalhadores, não conseguiu deixar de ser um país injusto.

A associação da corrupção à impunidade impede o Brasil de se tornar um país desenvolvido.
O povo brasileiro, cansado e indignado, quer dar um BASTA nisso.

A ineficiência da gestão pública é outro tumor maligno que adoece o país. É responsável por fazer do Brasil um país desigual, mais pobre e estagnado. O Brasil não suporta mais o inchamento, o amadorismo e o clientelismo das máquinas públicas, o conhecido “toma lá, dá cá”.

No plano federal, as contas não fecham.

A Lei de Responsabilidade Fiscal, depois de desrespeitada, foi alterada para acobertar o crime cometido pelo Governo Federal e pela Presidente.

Obras, quando finalizadas, são entregues a custos inaceitáveis, ofensivos para os reais financiadores, os contribuintes.

O excesso de servidores comissionados agride os cofres públicos e a mínima decência. Programas sociais são descontinuados.

Os que continuam têm um claro e explícito ar eleitoreiro.

Os programas sociais condenam os mais carentes à escravidão em lugar de promover-lhes o crescimento.

A lógica é da universalização dos benefícios e não das oportunidades.

A saúde vive eternamente na UTI.

Brasileiros morrem diariamente nas filas do SUS.

A violência urbana cresce em escalada incontida, principalmente nas periferias, matando principalmente crianças e adolescentes, que perdem a vida na guerra diária das drogas. Mais de 50.000 mortes violentas por ano denunciam a falência completa da ordem pública. É uma guerra não anunciada.

O sistema público educacional não consegue cumprir sua função maior de formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Não forma alunos preparados para ingressarem no ensino superior. Não capacita os jovens a serem profissionais qualificados. A economia enverga.

Os empregos somem. A inflação cresce. A moeda se desvaloriza. Administra-se por contingências – em um eterno apagar de incêndios. Aumentam-se as tarifas, os preços controlados e os impostos.

E o pior: para reparar seus maus feitos, o governo pede ao povo para pagar a conta da ineficiência.
Pagamos impostos a fundo perdido. Impostos que não voltam à sociedade na forma de serviços básicos de qualidade.

Tributos, que deveriam servir aos interesses e necessidades do povo, principalmente dos mais carentes e necessitados, são desviados, via corrupção, para enriquecimento próprio, para o populismo, para a conquista e manutenção de poder.

O governo federal está sem rumo. O povo brasileiro, farto e escorraçado, quer dar um BASTA nisso.

No campo da moralidade, a ética e a decência desapareceram. A mentira passou a ser procedimento costumeiro nos pronunciamentos do governo federal à nação. A trama da manipulação de dados é um aliado habitual para justificar os consecutivos erros.

Contabilidade criativa é o eufemismo que se usa para explicar o injustificável. Não existe transparência nos atos e nas contas. Não existe por parte do governo o reconhecimento dos equívocos e de suas fragilidades. Não existe pudor.

A falta de vergonha com que se diz a mentira como se fosse verdade é cínica e abusiva. Assustadoramente, criamos uma geração de crianças e jovens que assistem à mentira como padrão de comportamento de governantes, geralmente acompanhados de enriquecimento pessoal.

Exemplo maior ocorreu nas eleições de 2014, quando a presidente Dilma Roussef deflagrou o mais escancarado estelionato eleitoral da história do Brasil. O partido do governo, além de ser conivente com estas práticas, trata seus membros criminosos como ídolos, e continua a lhes atribuir poder.

O Partido dos Trabalhadores teve 13 anos de poder para mudar o Brasil, conforme prometeu em sua carta ao povo brasileiro em 2002. Ele recebe agora, do mesmo povo, uma carta que repudia a situação na qual o país foi deixado.

O povo brasileiro, desrespeitado e inconformado, quer dar um BASTA nesse estilo ilegal, ilegítimo e antiético de fazer política.

Esconde-se do povo inaceitáveis associações internacionais que ameaçam a democracia. O governo brasileiro patrocina, através de supostos investimentos e aberta ideologia partidária, países totalitários e populistas, organizados através do Foro de São Paulo. Este clube reúne todos os partidos de extrema esquerda da América Latina e Caribe, além de possuir visíveis indícios da participação de organizações criminosas e terroristas, como as FARC. O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, com forte influência no atual governo para o qual fez campanha, vem há anos, neste clube, idolatrando as práticas de líderes totalitários, entre outros da Venezuela, como Hugo Chavez e Nicolas Maduro.
O povo brasileiro não mais ignora este projeto, e educa-se politicamente para discernir o certo do errado.

Quem deveria resolver estes graves problemas do Brasil?

A REPRESENTATIVIDADE

Como representantes constituídos pela sociedade, resta a Suas Excelências o DEVER de atuar na solução destes problemas.
A trágica realidade brasileira, agravada por um sistema político com fortes traços populistas, e que não tem a sociedade como principal beneficiária, vem há uma década indignando o povo brasileiro, que não mais aceita ser apenas um coadjuvante no projeto do governo.

E O POVO ACORDA
Cansados deste cenário frustrante, ao longo dos últimos anos, vários movimentos democráticos e apartidários lideram nas redes sociais campanhas maciças de conscientização do povo para as grandes questões políticas e sociais.

Em 2013, grupos saíram às ruas em protesto contra atos do governo federal, da classe política e do judiciário. Diante da situação que passou de grave a inaceitável, a partir de outubro de 2014 movimentos passaram a sair às ruas de forma consistente e organizada. Até fevereiro de 2015, foram seis manifestações de massa, e vários atos públicos simbólicos em dezenas de cidades por todo o país.

Diante da ausência de resposta do governo e do Congresso, em março e abril de 2015, num espaço de quatro semanas, o povo saiu às ruas nas duas maiores manifestações espontâneas da história da América Latina. Elas ocorreram em mais de 450 cidades por todo o Brasil, em todas as regiões. Trouxeram às ruas mais de três milhões de brasileiros de todas as classes sociais, indignados com o desrespeito do governo e da classe política.

A voz das ruas é uníssona:

  • desaprovação ao governo federal;
  • solicitação de julgamento neutro e condenação de todos os envolvidos em crimes de corrupção;
  • repúdio e revolta às manobras descomprometidas com a justiça e a verdade, protagonizadas por membros da mais alta corte da justiça brasileira.

Os históricos protestos, mesmo envolvendo milhões de pessoas, foram pacíficos, democráticos, cívicos e ordeiros. O povo vem às ruas na esperança de ter sua voz e seus pleitos ouvidos por aqueles que constitucionalmente estão na condição de representantes de seus interesses. Verdade legal que, hoje, desperta dúvida real, uma vez que o próprio representante que não dá a devida atenção a tais pleitos, põe em questionamento tal legitimidade.

Note-se que para cada uma das grandes manifestações de março e abril o Governo Federal e o Partido dos Trabalhadores também chamaram, em datas próximas, seus simpatizantes para virem às ruas. Em março, o número de pessoas pró governo foi 40 vezes menor que os manifestantes contra o governo. Em abril foi 100 vezes menor e, acompanhado de violência.

A proporção entre os movimentos de rua pró e contra governo demonstra o sentimento e o posicionamento da sociedade diante da grave situação política, econômica e ética do país. Diante disso, os representantes do povo devem agir.

PROPOSTAS CONCRETAS
Atendendo a urgência que o momento exige, viemos neste instante apresentar ao Congresso Nacional a primeira pauta de reivindicações da agenda construtiva para um novo Brasil:

1) Enfrentamento real da Corrupção através do fim da impunidade
a) Aprovar, prioritariamente, as 10 medidas de combate à corrupção apresentadas pelo MPF;
b) Submeter os acordos de leniência à anuência do Ministério Público;
c) Apoiar incondicionalmente o Juiz Sergio Moro, o Ministério Público Federal, e a Polícia Federal nas investigações da Operação Lava Jato;
d) Agravar as penas para corrupção, aprovando-se o projeto de lei 915, que cria o crime de Lesa Pátria;
e) Fortalecer a Polícia Federal para combater a corrupção;
f) Indicar servidores concursados, de carreira, idôneos, com amplo reconhecimento e competência comprovada para os cargos do STF, STJ, TCU, STM, MPF e TSE, com prazo de mandato definido e com posterior quarentena;
g) Senado exercer papel de controle efetivo da capacidade dos indicados acima, por meio de sabatina, com critérios objetivos de imparcialidade, convidando técnicos da OAB, CNJ e MPF para compor o grupo avaliador;
h) Implementar eleições diretas por entidades representativas para escolha dos Procuradores Gerais, com o fim de listas tríplices e escolhas arbitrárias pelo chefe do Executivo;
g) Afastar o Ministro Dias Toffoli do STF e TSE por não atender ao critério de imparcialidade.

2) Presidência da República
a) Pedir ao STF e ao Procurador Geral da República a abertura de investigação por crime comum da cidadã Dilma Vana Roussef;
b) Apreciar com transparência os pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Roussef apresentados ao Congresso.

3) Choque de ordem e transparência na gestão pública
a) Abertura total dos contratos de empréstimos realizados pelo BNDES, fim de empréstimos do BNDES a outros países e a empresas doadoras em eleições. Rejeição da MP 661;
b) Reduzir o número de ministérios, o número de cargos comissionados e o tamanho da máquina pública;
c) Transparência nas contas de todas as empresas públicas ou com participação societária do estado brasileiro;
d) Total transparência e redução dos gastos de parlamentares e governantes, incluindo os cartões de crédito governamentais;
e) “Revalida” para todos os médicos estrangeiros atuando no Brasil;
f) Redução e simplificação dos impostos.

4) Educação
a) Qualidade total na educação básica, sendo a mesma universal e meritocrática;
b) Fim da doutrinação ideológica e partidária nas escolas. Aprovação do PL 867/2015, “Escola Sem Partido”.

5) Ajustes no processo político eleitoral
a) Maior justiça, legitimidade e representatividade nas eleições pela implantação do Voto Distrital;
b) Eleições com registro eletrônico e impresso do voto, auditáveis por empresa idônea e partidos;
c) Revisão do financiamento público de campanhas. O Estado não suporta mais patrocinar a atual farra eleitoral;
d) Mandato único – Fim de reeleição para todos os cargos executivos.
É importante frisar que novas pautas serão apresentadas e outras complementadas, nas próximas semanas, vindas do diálogo com as ruas, e conduzidas pelos vários movimentos democráticos, ressaltando que repudiamos qualquer tipo de controle da mídia ou limitação na liberdade de expressão irrestrita de todo e qualquer brasileiro.

O POVO QUER AÇÕES, NÃO PROMESSAS
A expectativa do povo brasileiro é que o Congresso Nacional não os abandone em seu dever moral e constitucional, encaminhe e execute estas demandas do povo brasileiro. Cada parlamentar, individualmente, deve se comprometer publicamente com o povo a promover esta execução de forma sistemática e organizada, com agenda e pauta e encaminhar as demandas com a rapidez que o momento exige. Não queremos discursos, nem promessas. Queremos ação efetiva em busca de soluções que signifiquem avanços políticos e sociais para o Brasil através dessas demandas. Queremos proatividade, rapidez, objetividade e determinação em executá-las.
As bases para a construção de um novo presente e futuro para nossa nação estão lançadas. Elas levarão nosso país para onde os brasileiros já mereciam estar há muito tempo.
Acabou-se o tempo do conformismo. Os trabalhadores brasileiros não mais tolerarão políticos que governam para causas próprias. Não mais assistirão impassíveis às manobras que visam a manutenção do poder. Não mais aceitarão um governo mentiroso.
BASTA de desrespeito.

Estaremos atentos às ações do Congresso a partir de hoje, para observarmos qual a prioridade que ele dará à execução expressa das reivindicações das ruas. Estaremos igualmente atentos às ações do Executivo e do Judiciário, que têm papel de protagonismo em várias das reivindicações apresentadas. Os resultados efetivos que os três poderes atingirem na execução das demandas apresentadas levarão os brasileiros a decidir como proceder daqui para frente.

Os Movimentos de rua que aglutinaram milhões de brasileiros indignados, continuarão a atuar quando necessário, seja em caráter de massa ou local, sempre de forma ordeira, constitucional, e incisiva.
Exigimos um país politicamente mais ético, economicamente mais forte, socialmente mais justo. Não aceitaremos nada menos do que isso.

Um Brasil do qual seu povo, nesta e nas próximas gerações, possa finalmente se orgulhar.

Brasília-DF, 15/04/2015

Movimentos signatários:
Avança Brasil – Mudança Já
Basta Brasil
Brava Gente Brasileira
Chega de Impostos
Diferença Brasil
Eu Amo o Brasil
Instituto Democracia e Ética
Movimento 31 de Julho
Movimento Acorde
Movimento Brasil Contra a Corrupção
Movimento Cariocas Direitos
Movimento Cidadania Brasil
Movimento Fora Dilma
Movimento Jovens Transformadores
Movimento Guarulhos Livre
Movimento Muda Brasil
Movimento Pró Brasil
Movimento Quero Me Defender
Movimento Voz do Brasil
Muda Brasil
Nação Digital
Nas Ruas
Organização Contra a Corrupção
Pátria Livre
Reage Brasil
Vem Pra Rua

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Por que demorei tanto a entender e tomar ação?

Por Carlos Roberto Teixeira Netto

Já passei das 6 décadas de existência e percebo como demorei a entender coisas básicas.

Achava que se cuidasse de mim mesmo, de minha família, de minha vida profissional estaria fazendo o suficiente. Ledo engano!

Claro que não poderia prescindir dessas, mas observando o cenário politico vejo que não foi o suficiente. Ao cumprir com minhas funções como pessoa, pai de família, cidadão, contribuinte e eleitor não consegui ver um quadro do qual pudesse celebrar.

Por isto, ao começar cada dia me pergunto o que posso fazer diferente e mais, nesta direção de se ter um país melhor e mais justo. Ao terminar o dia me pergunto o que poderia ter feito diferente e melhor para que possa fazê-lo no dia seguinte.

Neste último ano, fui me defrontando com frases ditas por pessoas muito mais capacitadas que eu, com muito mais competência, que viveram em épocas distintas e em localidades distintas. Percebi que TODAS elas giravam sobre as mesmas observações e achados.

Sigo me perguntando por que demorei tanto a entender e a tomar ação…

 AS FRASES…

“Quanto maior o número de leis, tanto maior o número de ladrões”

Lao-Tsu (1300 AC)

“A punição que os bons sofrem, quando se recusam a agir, é viver sob o governo dos maus.”

Platão (428AC-347AC)

“Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada.”

Edmund Burke (1729-1797)

“O momento exige que os homens de bem tenham audácia dos canalhas.”

“Quando os homens são puros, as leis são desnecessárias; quando são corruptos, as leis são inúteis.”

Benjamin Disraeli (1804-1881)

“Não é da natureza da política que os melhores homens devem ser eleitos; os melhores homens não querem governar seus semelhantes”

George MacDonald (1824-1905)

“Uma das maiores ilusões do mundo é a esperança de que os males desse mundo serão curados por lei.”

Thomas Brackett Reed (1839 – 1902)

“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.”

Arnold Toynbee (1852-1883)

“O mundo não está ameaçado pelas pessoas más, e sim por aquelas que permitem a maldade.”

Albert Einstein (1879-1955)

“Que continuemos a nos omitir na política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem”.

Bertolt Brecht (1898-1956)

”Quem não se ocupa de política já tomou a decisão política de que gostaria de ter se poupado:

Serve ao partido dominante.”

Max Frisch (1911-1991) Escritor suiço

“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”

Martin Luther King Jr. (1929-1968)

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E a farra continua… Um “rolezinho” em Portugal (Por Lior Messer)

E esses representantes do Povo seguem se portando como usurpadores do poder… Uma hora, essa farra acaba!

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Texto de Lior Messer:

Vamos ver se eu entendi. Segundo a versão oficial, a escala em Lisboa não estava planejada e foi necessária, pois as condições meteorológicas na rota não dariam a certeza de que a viagem Zurique-Havana seria possível com a autonomia de vôo do Airbus A319.

Não sou piloto de avião nem porta-voz da presidência mas se eu estou dirigindo um carro e acho que vai faltar gasolina, eu paro num posto de gasolina e abasteço antes de seguir viagem. Com avião é diferente? Nem um pouco, bastava fazer uma parada no aeroporto de Lisboa, encher o tanque e tocar para Havana.

“Ah, mas demora horas para encher o tanque de um Airbus A319”.

É mesmo? Pois eu dei uma pesquisada por “tempo reabastecimento A319” descobri que leva menos de uma hora. Na verdade, um estudo realizado nos aeroportos brasileiros (que devem ser o supra-sumo da eficiência) deu uma média de 35 minutos. Segue o link:

ANÁLISE DOS TEMPOS DE PARADA DE AERONAVES SOB A PERSPECTIVA DA TROCA RÁPIDA DE FERRAMENTAS (pag. 8 a 10)

Outra coisa interessante é que a escala não estava programada mas, como por um milagre, a comitiva presidencial conseguiu encontrar 30 quartos disponíveis em dois hotéis! Será que usaram o decolar.com??? É só verificar a data em que foi feita a reserva.

Ou seja, escala não-planejada é o cacete. Se quisessem poupar dinheiro do contribuinte, bastava ficar todo mundo sentadinho no avião por uma hora no máximo, reabastecer e tocar a viagem. Foi farra com o dinheiro público, sim. Das boas, por sinal. Não me escandalizo mais com roubalheira mas me revolta ser chamado de burro. Sim, o país avançou como nunca antes na área social. Só que os políticos continuam como sempre. Muda o partido mas não muda a falta de vergonha na cara. Na boa? (… sigla censurada, pelo editor, em nome dos bons costumes…)

Mais informação? Leia em:

Após estrear em Davos, Dilma faz escala sigilosa em Lisboa

Ouça, também:

Confusão sobre visita de Dilma a Lisboa mostra incapacidade de governantes de serem transparentes

Carga Tributária · Impunidade

Superávit significativo à vista?

Por Carlos Roberto Teixeira Netto

Estive pensando sobre possíveis efeitos dessas manifestações populares de junho/2013 sobre a economia, em um curto prazo. Muitos acham que houve um esfriamento, o “gigante” voltou a dormir, etc.

Penso que teremos uma boa surpresa que será rapidamente apropriada por Dilma e Guido Mantega como se tivesse sido resposta aos anseios populares de melhor controle dos gastos públicos.

Fiz um cálculo rápido e penso que teremos surpresas a curto prazo, refiro-me a pelo menos os 3 próximos meses. Resolvi já registrar para ver se dentro de 90 dias estarei muito errado.

Estou computando neste cálculo cerca de 50% de redução nos gastos por descaso/incompetência e nos desvios por corrupção.
Por que?
Corruptores e corruptos desviam em média R$7.5 bilhões por mês, assim como os gastos perdulários próprios do regime patrimonialista que vivemos, estimo em R$22.5 bilhões por mês.
Todos esses atores envolvidos estarão muito mais cuidadosos, pois qualquer falha ou desvio nesses dias terão uma repercussão enorme tanto na mídia como junto aos eleitores.

Anotem aí… Podemos ser surpreendidos com uma redução drástica nos gastos públicos, da ordem de R$ 45 bilhões, só por conta deste efeito sobre a incompetência e corrupção.
Se isto se comprovar e o POVO entender o que aconteceu, entraremos em um círculo VIRTUOSO.

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Um Cenário Que Muda… (José Cardoso Teti Filho)

Ao ler este relato de outro companheiro de trabalho, diante das recentes manifestações, dá para perceber que há muito mais coisas em comum em pessoas que não tiveram muito tempo para a política, pois se dedicaram ao trabalho e à familia, ao longo de décadas.

Ao ver os jovens nas ruas com suas energias e reivindicações penso nos mais experientes que após 30-40 anos de trabalho em diferentes atividades podem aportar com suas capacidades já provadas e experiências de vida.

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José Cardoso Teti Filho – 18 de Junho de 2013

Estive nos últimos meses, bastante entristecido, imaginando que não havia mais caminho para uma mudança real e efetiva no estado de coisas que tomou conta do Brasil nos últimos tempos.

A completa impunidade reinante e a cada vez maior adesão de novos oportunistas que se multiplicaram na exploração da nação, me levavam a crer que teríamos atravessado “literalmente” o cabo da boa esperança.

Estes últimos dias, todavia, me lembraram que, “mesmo não tendo uma tradição de mobilizações radicais em busca dos seus direitos”, quando queremos sabemos sim protestar e ir buscar aquilo que nos foi ou está sendo tomado…

Assim foi na década de 60 quando não deixamos que o país seguisse o caminho incerto do comunismo… Depois com a luta para derrotarmos a ditadura, que nós próprios havíamos adorado… Em seguida com expulsão de Collor da Presidência… E agora, parece, acordando enfim para as mentiras e a retórica de um partido que iludiu os seus eleitores e que está disposto a fazer de tudo para permanecer no poder…

Torço para que haja capacidade do atual movimento para se manter ativo o tempo necessário para a montagem de uma agenda mais ampla, que teve e tem no custo da passagem dos ônibus urbanos seu primeiro clamor…

Os desmandos são inúmeros, a promiscuidade imensa, a certeza da impunidade maior ainda, o que estimula muita gente a trilhar o caminho do ilícito e precisa ser contido a qualquer preço.

É importante, mais ainda, que não transfiramos para os outros (mesmo que eles sejam políticos….) todas as responsabilidades…

De fato somos nós que os elegemos e pior os mantemos no poder eternamente…

A propósito, vale um elogio especial o fato dos organizadores dos protestos em todo Brasil não permitirem a manifestação ou propaganda de qualquer partido político… Nenhum deles merece espaço ou oportunidade de aparecer … São todos “farinha do mesmo saco”…

Vamos ver se o momento nos permitirá, além do custo da passagem, discutir questões críticas que nunca tiveram atenção de ninguém… Educação, Saúde, Segurança, Infraestrutura e Justiça Social…

Se sobrar um espaço nesta agenda positiva, quem sabe não incluímos também “Água para o Nordeste”… Nascido lá, fico revoltado em constatar que mesmos aqueles que lá se elegem jamais se voltam para o sertão. Aonde falta um tratamento digno, se oferece esmolas – “bolsa família”.

Afinal BOAS NOVAS !!!

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“Contra a Corrupção”, uma reivindicação burguêsa?

Por Carlos Roberto Teixeira Netto

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Sem dúvida, as palavras que usamos denunciam nossa ideologia. Uma pessoa a quem admiro disse certa vez que sem ideologia não existimos.

Há pouco escrevi para um amigo que se falássemos menos e escutássemos mais, o mundo seria diferente. Não acredita? Faça um teste por um dia. Escute mais as pessoas, preste a atenção no que lê, Descobrirá muita coisa que vai além do que é dito ou escrito.

Podem dar o nome que quiserem, mas a corrupção é nociva ao país. Vai ser difícil alguém provar o contrário, seja a ideologia que tiver. A corrupção desvia recursos públicos que deveriam ser destinados ao bem comum para o bolso de quem não precisa. Os mais afetados pela corrupção são os menos favorecidos.

O PT acreditava nisto e fez disto uma de suas bandeiras. Estava errado? Ou será que era apenas uma bandeira para chegar ao poder? Assista este video usado na campanha do PT. Seriam eles “burgueses”? O que teria acontecido? Era só para enganar? Ou será que se perderam no caminho?

“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.” – da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios 10:12

Link do video XÔ CORRUPÇÃO – PT 2002 : http://youtu.be/Kx7-6TPz9VU (antes que julguem, já alerto, para os preconceituosos, que este video foi do PT, mas postado pelo Reinaldo Azevedo, odiado pelas esquerdas…)

Agora, quando centenas de milhares saem às ruas para protestar por um melhor uso dos recursos públicos, as condenações são feitas por aqueles que chegaram ao poder e querem lá permanecer. O discurso muda. Passam a designar essas reivindicações como “burguêsas”, de “fascistas”, de “extremistas de direita”, em uma intenção clara de desqualificar. Em geral, são pessoas que acreditam e defendem que “os fins justificam os meios”. Esta crença (“os fins justificam os meios”) é parte da ideologia que pode e deve ser contestada. Essas pessoas, também, tem o maniqueísmo como parte de sua ideologia. O mundo é dividido entre bons e maus. Só eles podem fazer o Bem. São “monopolistas do Bem”. Qualquer coisa que não feita por ele ou por seu grupo, sua tribo, é ruim. Como parte de suas táticas, criam seus inimigos para conseguir seus intentos.

Sim, a corrupção pode e deve ser reduzida. Se é uma reivindicação burguesa ou não, não me interessa!

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Movimentos Sociais São Assim…

Por Carlos Roberto Teixeira Netto

Movimentos sociais são assim…

Alguns orquestrados e outros resultados de convergência de pensamentos, identificações comuns, etc. Não sou um sociólogo… Mas, uma coisa é certa, o movimento nas ruas coincidiu com a vaia retumbante à Dilma e pegou de surpresa todos a que ouvi até agora (Eduardo Cardozo, Alckminn, Haddad, Sergio Cabral e todos os jornalistas). Ou seja, diversas camadas da sociedade estão insatisfeitas e isto veio se acumulando.

Lembre-se que, por exemplo, o Tiririca teve 1.3 milhões de votos, SÓ NO ESTADO DE SÃO PAULO, e a maioria foram votos de protesto. A população precisa e quer se expressar e não está conseguindo. Os políticos estão descolados do povo.

Claro, que para os agitadores este é um ambiente propício, mas eu, particularmente penso que será difícil controlar ou manipular esse grupo tão diverso que está fazendo ruído nas ruas.

Acredito que isto é bom para uma democracia onde o APOLITICISMO estava dominando o povo brasileiro. Sinto, pois teremos que conviver com excessos (sempre de ambas as partes). SE… tivéssemos, como sociedade justa e responsável, feito nosso dever de casa tudo isto poderia ser evitado. Mas, PT com seu projeto de poder e compactuando com o que havia de pior na política com uma a oposição comprometida e ineficaz contribuiu para que chegássemos neste ponto.

Só lembrando…

  • no da 26 de Junho, a câmara federal estará votando a PEC 37 que tirar o poder de investigação do Ministério Público;
  • A Ação Penal 470, o famoso mensalão, está patinando por conta da leniência de nosso judiciário, com seus embargos infringentes;
  • Renan Calheiros segue presidente do senado…
  • Querem mais???

VIVA A DEMOCRACIA!

Talvez, lhe interesse ler e pensar sobre esses posts que escrevi na tentativa (fracassada, diga-se de passagem) de se evitar esses confrontos, as dores, os sofrimentos, as incompreensões, as radicalizações:

Ao Eleitor do Titirica

A Minoria Conduzindo a Maioria… ou o Perigo da Polarização

Se não viu seguem videos sobre o tema:

“Jamais achei que ele fosse atirar” afirma uma jovem reporter:

Marina Silva comenta as manifestação nas ruas:

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O POVO e “seus” políticos

Por Carlos Roberto Teixeira Netto

Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
( Artigo 1o. Constituição da República Federativa do Brasil 1988 )

O POVO e "seus" políticos

Tenho várias perguntas e muito poucas respostas…

O POVO tem exercido seu poder através de seus representantes eleitos? Ou será que “seus representantes eleitos” nunca, de fato, chegam a representá-lo e, pior, esses eleitos se tornam “usurpadores do poder” e passam a exercer esse poder em causas próprias?

A apresentação a seguir foi preparada por mim, Carlos Roberto Teixeira Netto, ajudado por meu filho. Busco questionar algumas afirmativas que tenho ouvido ao longo de anos e que podem estar equivocadas e com isto nos distanciando da identificação real do problema que temos como país, nesta questão política, desde que nos tornamos uma democracia (muito precária, reconheço).

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[FIM DO POST]

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